SALVE CHUCK, NORRIS SUPRA CAUSA ES
Tenho de vos admitir. Hoje acordei bastante desinspirado - em parte porque chovia, e noutra parte porque caía água do céu - e fiz uma coisa que faço regularmente para espanto de muitos: Fui tomar uma banhoca. E foi durante esse tempo que, enquanto cantava um tema do Rick Ashley, que parei, olhei para baixo e reparei numa coisa muito peculiar que olhava para mim também.
As unhas (apanhei-vos, não?) são uma complexidade anatómica bastante mariquinhas visto que são virtualmente inúteis.
Elas foram em tempos um instrumento muito útil para os nossos antepassados pois, quando a enxada falhava, lá se tinha que recorrer ás unhas. Mas hoje em dia, só servem para ser pintadas ou para esgravatar o pavilhão auricular, o que proporciona prazeres divinos.
Mas será que as unhas estão assim tão ultrapassadas? Vejamos (muito gosto de desenvolver o desenvolvimento assim) os saloios são uma raça antiquíssima que se pensa que remota ao reinado de D.Sancho quando um plebeu entrou na sua corte envergando uma boina e uns suspensórios. Actualmente, há poucos espécimenes ainda em estado selvagem e admite-se que são uma espécie ameaçada, devido ao êxodo para as cidades que transforma o tradicional saloio num cidadão normal. Mas o saloio possui uma ferramenta super desenvolvida que o acompanha desde os primórdios dos tempos: exactamente, as unhas! Eles usam-nas para os mais diversos acontecimentos do quotidiano. Fazer a barba, cavar a terra, coçar as nalgas... entre outros. Até para defesa pessoal. Quando o gás-pimenta falha, carrega logo com as unhas - o que quer dizer que o Wolverine embora todo garanhão era, de facto, um saloio.
As unhas integram-se num lote de orgãos chamados orgãos vestigiais. Têm esta designação porque, e não sejamos hipócritas, nãos servem para nada. Mas será mesmo assim? Eu cá para mim penso que o apêndice e as unhas e os demais orgãos vestigiais são como os camionistas. Andam quietinhos nos seus lugares, mas quando se revoltam causam cá umas mossas. Assim sendo, vão terminar com esta marginalização do organismo. Proponho um novo estatuto. O apêndice, as unhas e os músculos das orelhas deverão a passar a ter o título de Orgãos Que Pouco Ou Nada Fazem Mas É Melhor Não Os Chatearem Senão Ainda Há Sarilhos
Termino então a parva reflexão de hoje com o seguinte pensamento. Não vale a pena marginalizar-mos aquilo que consideramos inútil porque, quando nos apanham no poleiro, são cá uns filhas da ....
E PLURIBUS CHUCK NORRIS!
quarta-feira, dezembro 2
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